Maioria no Poder e serenidade política. Não diziam que isso era Democracia?

19 04 2013

Campanha MaduroFoto: Joka Madruga/ComunicaSul

As farsas vão caindo na República Bolivariana. Resta em pé a comprovação da maturidade política do povo e de suas sólidas instituições democráticas. A Venezuela é um pais sério com uma Constituição feita por uma constituinte eleita exclusivamente para este fim e que se dissolveu logo após a promulgação, como os demais poderes. De Chavez, presidente com apenas um ano de mandato,  ao último parlamentar, todos encerraram seus mandatos oriundos da velha ordem jurídica, para submerter-se ao voto do povo diante da nova ordem. Passar a ideia de que a Venezuela é uma  republiqueta sem lei controlada por um ditador, como criminosamente pinta a midia golpista internacional e seus colunistas amestrados é um crime contra a verdade contra a Democracia e contra o jornalismo. Lá, como aqui, e aliás, como em qualquer país que tenha uma ordem jurídica democrática, o Judiciário só age quando provocado a fazê-lo por um pedido formal de algum cidadão. Qualquer imbecil sabe disso e Capriles não é um imbecil. É um membro da classe rica que antes de Chávez controlava o Petróleo e vivia como príncipes árabes. Fazem parte dessa classe todos os meios de comunicação privados que cerram fileiras para recuperar os privilégios que perderam.

No domingo, após o anúncio de sua derrota, o candiado dessa classe “requereu” diante das câmeras e microfones uma recontagem dos votos, direito que qualquer cidadão venezuelano tem assegurado pela Constituição. Nada de mais. Todos sabem que basta requerimento formal ao Conselho Nacional Eleitoral justificando seu pedido e o terá apreciado segundo a lei. Todos conhecem a lei. Na Venezuela vendem-se exemplares da Constituição nas bancas de revista. Todo cidadão tem uma para usar seus direitos e todos sabem ler. A Venezuela foi declarada pela ONU país sem analfabetos, durante os governos Chávez.  Um passo importante para a concretização de uma Democracia. Ou não? Certamente há quem prefira analfabetos.  Capriles não peticionou no CNE, só pela sua imprensa. Embora não tivesse nenhum pedido para apreciar, a Mídia passou a idéia de que o CNE descumprindo as leis negava-se a recontar porque era controlado por chavistas.

Capriles e os seus apostavam em usar o poder da mídia para gerar confusão, colocar em dúvida o processo eleitoral venezuelano e criar num clima de confronto violento nas ruas, como estão fazendo na Síria. Cenário para mais uma” intervenção internacional” dos xerifes da democracia viciados em petróleo.

Depois de dois dias de violência incentivada pelo candidato da direita e após o endurecimento dos poderes constituidos que defenderam a Constituição, finalmente na quarta-feira, Capriles protocolou o pedido formal no CNE que foi prontamente apreciado e atendido no dia seguinte determinando a recontagem. Vale um pouco de comparação com o Brasil que ninguém duvida ser uma “Democracia”. A Constituição venezuelana é tão democratica que 100% das suas urnas são eletrônicas e melhores que as brasileiras. Lá todas elas tem identificação do eleitor pela impressão digital. Mais democrático que no Brasil, a urna imprime o voto do eleitor assim que aperta o botão de votar para conferir se foi registrado de acordo com sua vontade. Melhor que no Brasil também, ele deposita este voto numa urna física, de modo que torna possível uma recontagem. No Brasil não há possibilidade de recontagem porque todos acham desnecessário. Na Venezuela, ainda, 54% das urnas físicas são escolhidas por sorteio no momento do encerramento da votação, em cada seção eleitoral e é feita a contagem com a participação de fiscais de todos os candidatos que estiverem presentes. Faz parte do processo de auditagens que torna o sistema um dos mais seguros do mundo senão o mais. Os outros 46% também podem ser contados, desde que algum cidadão no gozo dos seus direitos o requeira. Se isto não é uma Democracia, o que seria, então? Como classificaríamos o Brasil cujo sistema eleitoral não permite recontagem? Como classificaríamos os EUA, uma bagunça onde cada estado decide as regras de cada eleição permitindo fraudes descaradas como a ocorrida na Flórida (que usa voto de papel) na reeleição roubada de Bush?

A Revolução Bolivariana seguirá na Venezuela porque Maduro venceu por menos de 2% dos votos, praticamente a mesma diferença com que se reelegeu Obama há poucos meses, na autoproclamada maior Democracia do Mundo, sem que ouvíssemos protestos de ninguém. Aliás, a mesma diferença com que Capriles se elegeu governador em dezembro passado, sem que ninguém pedisse recontagem ou o acusasse de golpe.

A Revolução Bolivariana seguirá, porque a metade dos venezuelanos que a constroem cotidianamente e garantiram a vitória de Maduro, não aceitaram as provocações da direita venezuelana, submissa aos EUA, e evitaram que a Venezuela se transformasse numa praça de guerra como era o desejo de Capriles, da Mídia e dos EUA, de olho numa das maiores reservas de petróleo do mundo.

Os votos serão recontados, como não foram na Flórida “democrática” e comprovarão o resultado do voto eletrônico. Não porque serão manipulados, mas exatamente porque o sistema não permite manipulação. Por enquanto,  a tentativa de golpe midiático fracassou de novo porque  a Venezuela é uma Nação soberana e democrática onde a maioria governa.

Parece que este era o conceito de Democracia, não era mesmo?

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19 04 2013
SELIC, DILMA E O MEDO DA MÍDIA | SCOMBROS

[…] por noreply@blogger.com (Miro)   Por Caio Teixeira, no blog Crítica da espécie: […]

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