Declaração de Roger Waters pela Palestina Livre

30 03 2012
Rio de Janeiro, quarta-feira, 28 de março de 2012
Desde minha visita a Israel e aos territórios ocupados em 2006, eu faço parte de um movimento internacional para apoiar o povo palestino em sua luta por liberdade, justiça e igualdade.
Sinto-me honrado por ter sido convidado pelo Comitê Nacional Palestino BDS, para anunciar a iniciativa de realização do Fórum Social Mundial Palestina Livre em Porto Alegre, Brasil, em novembro deste ano, em cooperação com o movimento social brasileiro e redes internacionais da sociedade civil.
O objetivo será a criação de um encontro internacional lá, que irá incentivar o instinto humano básico em todos os homens e mulheres de boa fé para se unirem em apoio ao povo palestino em sua luta por autodeterminação.
Em todo o mundo, o nosso movimento está crescendo.
Incentivado por eventos como o que acontecerá aqui no Brasil, a nossa voz vai crescer.
Continuaremos o nosso apelo pelo fim da ocupação israelense de terras palestinas, pela derrubada dos Muros de colonização e de apartheid, pela criação de um Estado palestino com sua capital em Jerusalém, pela concessão de direitos plenos e iguais aos cidadãos árabe-palestinos de Israel e pelos direitos dos refugiados palestinos em voltar para suas casas, conforme exigido pela Convenção de Genebra, como estipulado na resolução 194 da ONU de 1949 e também reafirmado pelo Tribunal Internacional de Justiça em 09 de julho 2004.
Estou muito encorajado pelo crescimento desse movimento em Israel, especialmente entre os jovens judeus israelenses, e também pelo não menos importante “Boicote de Dentro”, com quem estou em contato.
Nós estamos com vocês.
Eventos em Israel e nos territórios ocupados não são amplamente relatados nem com precisão no Ocidente. Em Novembro próximo, o Fórum Social Mundial Palestina Livre em Porto Alegre vai ajudar a quebrar os muros de desinformação e cumplicidade.
Conclamo as pessoas de consciência para que apoiem este fórum e ajudem a torná-lo um divisor de águas na solidariedade internacional ao povo palestino.
A verdade nos libertará.
Em solidariedade,
Roger Waters
Rio de Janeiro Wednesday 28th March 2012
 
Since visiting Israel and the occupied territories in 2006, I have been part of an international movement to support the Palestinian people in their struggle for freedom, justice and equality.
 
I am honored to have been asked by the Palestinian BDS National Committee, to announce an initiative, to hold the World Social Forum Free Palestine in Porto Alegre, Brazil in November of this year, in cooperation with the Brazilian social movement and international civil society networks.
 
The object will be to create an international gathering there, that will encourage the basic human instinct in all men and women of good faith to unite in support of the Palestinian people in their struggle for self determination.
 
All over the world, our movement is growing.
 
Encouraged by events like the one coming here to Brazil, our voice will grow.
 
We will continue our call for an end to the Israeli occupation of Palestinian land, for the tearing down of The Walls of colonization and apartheid, for the creation of a Palestinian state with its capital in Jerusalem, for the granting of full and equal rights to the Arab-Palestinian citizens of Israel and for promoting the rights of Palestinian refugees to return to their homes as required by the Geneva convention, as stipulated in UN resolution 194, in 1949 and as restated by the International Court of Justice on the 9th of July 2004.
 
I find myself greatly encouraged by the growth of this movement in Israel, particularly among young Jewish Israelis, not least ‘Boycott From Within,’ With whom I am in contact.
 
We stand with you.
 
Events in Israel and the occupied territories are not widely or accurately reported in the west. The coming World Social Forum Free Palestine in Porto Alegre will help to break down The Walls of misinformation and complicity.
 
I urge people of conscience to support this forum and help make it a turning point in the international solidarity with the Palestinian people.
 
The truth will set us free
 
In Solidarity,
 
Roger Waters 
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Trabalhadores e patrões uni-vos ! Que nem Marx nem Engels ouçam de onde estiverem

28 03 2012

Recebo de camaradas comunistas uma convocação para participar de um “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego no Brasil”. Informam que o ato, terá caravanas de diversas regiões do Estado e reunirá trabalhadores e empresários. O objetivo “é chamar a atenção para a perda de competitividade da indústria brasileira, que está provocando a chamada desindustrialização: transferência do processo produtivo para outros países, onde os custos são mais baixos”.
Sem dúvida é uma bandeira importante e curiosa. Curioso é que os comunistas estamos agora empenhados em salvar o capitalismo brasileiro. Nossa bandeira é a mesma dos empresários. Com ela, estamos “no mesmo palanque” com os patrões, com a classe que não é a nossa e que nos oprime enquanto classe. Outro dia assisti uma entrevista na qual o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas – ABIMAQ, defendia muito bem esta bandeira que agora também é nossa.

A luta de classes acabou! Mas fico confuso. Quem venceu?

Não consigo deixar de perceber uma identidade de propostas com a velha Força Sindical do Medeiros (aliado de Collor e FHC) e seu sindicalismo de resultados que tanto combatemos. A central neoliberal. Não difere muito também da política social-democrata-sindical que a CUT vem praticando desde o ABC paulista pós-ditadura, a qual também combatemos ferozmente.

Lembro de ter conversado com o Flávinho, advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ainda em tempos de FHC, início dos anos noventa. Flavinho foi meu contemporâneo de militância pró-diretas, pró Constituinte e outras lutas da época em Porto Alegre em idos tempos. Ele me contava, neste episódio, entusiasmado, que o sindicato (aquele do Lula) tinha convencido as montadoras a mudar o “mix” de produtos. Eu nem sabia o que era mix pois nunca fui familiarizado com linguagem de patrões. A tal mudança do mix, dizia ele, levou as empresas a fabricar mais carros populares já que o mercado estava mais favorável a estes, o que demosntrva a força dos trabalhadores. Eu disse a ele que faltava pouco para os dirigentes sindicais serem convidados a ocupar cargos executivos nas fábricas de automóveis já que defendiam tão bem os interesses mercadológicos das empresas. Ele estava tão convencido daquela “vitória” que nem se abalou com minha provocação.
Eu aprendi pela prática dos anos e pela História que quando empresários e trabalhadores defendem a mesma bandeira, um dos dois está errado, e essa mesma prática me mostrou também que os empresários nunca se enganam na defesa dos seus interesses.
Acho que depois de alguma quilometragem nada mais nos surpreende pois já sabemos o que vem depois.
Vamos juntos lutar pela produção e emprego. Se der certo os empresários faturam alto explorando em massa nossa mais valia, ficam mais ricos, financiam campanhas eleitorais da direita e na primeira campanha salarial negam aumento, negam participação efetiva nos lucros, preferem aumentar a produtividade com ritmos alucinantes e mortais de produção a custa de banco de horas em vez de aumentar o número de empregos. E na primeira greve chamam a Justiça e a Polícia para nos atacar.
Abro as notícias do dia marcado para a manifestação conjunta de trabalhadores e patrões e leio a manchete: “Indústria pede rejeição de PEC 231/95 que reduz jornada de trabalho”
Não vou nesse ato. Sou trabalhador e não defendo interesses de opressores. Como já disse alguém, nem que todo o rebanho bovino gaúcho tussa ao mesmo tempo.

Cadê a minha Classe???

Caio Teixeira








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