A uma mulher de trinta

24 01 2012

O conto A Mulher de Trinta Anos, de Honoré de Balzac é um símbolo por pelo menos duas razões. A primeira, obviamente por ter dado origem à expressão balzaquiana, usada desde a publicação da obra para designar a mulher na casa dos trinta anos de idade. A segunda, muito particular no caso, porque Balzac foi um fantástico repórter de sua época, a primeira metade do século dezenove. Ele nasceu em 1799 e morreu cedo em 1850, mas viveu intensamente a França da herança napoleônica onde se ambientam seus textos. Quem quer conhecer este período da História, leia Balzac e fará uma viagem no tempo.
Letícia, que agora completa seus trinta anos e a quem presenteio com o livro de Balzac, é uma jornalista de profissão, de alma, de presente e de futuro seja lá o que for este último.
Eu não li o livro todo, confesso, apenas começei. Faltou tempo. Entretanto, se um dos maiores escritores conhecidos focou sua atenção na mulher de trinta anos, é porque, como eu, considera esta a idade de ouro da melhor metade de nossa espécie. Não sei o que Balzac escreveu sobre ela, mas posso falar por mim, um eterno apaixonado pelas mulheres, talvez o único foco permanente de minha existência.
A partir deste ponto de vista pessoal e de preferência transferível uma vez que também sou jornalista, afirmo que essa é a melhor idade da mulher. É a idade do equilíbrio, da afirmação, da independência, da exuberância, da eterna juventude. Por esta razão, as mulheres não devem nunca deixar de ser uma mulher de trinta. Não façam quarenta, cincoenta, sessenta nunca. Continuem o resto de suas vidas como uma mulher de trinta anos. Se conseguir – e não é difícil – terá uma existência prazerosa e realizada. Mas cuidado, por mais que o mundo ao redor diga o tempo todo e tente incansavelmente te convencer que precisas envelhecer, não acredite e não obedeça. São todos doentes mentais. Ao contrário de nós, os loucos, que não aceitamos conversa fiada e percebemos que a vida nada mais é do que um instante eterno por onde fluem ao mesmo tempo, passado presente e futuro. Só os loucos conseguem tocar a felicidade, como na famosa pintura de Michelângelo na Capela Sistina, deus toca o homem para completar sua criação. A mulher de trinta precisa, pelo bem dela e do restante da humanidade, continuar a vida toda com trinta. Teremos um mundo bem melhor assim. Parabéns às que chegaram. Nunca mais saiam daí.

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2 responses

1 04 2012
Márcia

Valeu!!! Boa semana.

21 07 2013
Janaina Rochido

“É a idade do equilíbrio, da afirmação, da independência, da exuberância, da eterna juventude.” – certíssimo. E quando essa consciência se instala, a vida passa a ser muito mais leve de carregar. Até as dúvidas diminuem.
Adorei o texto.

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